Sempre tenho conversado com os alunos sobre robôs. Principalmente ao discutirmos sobre mudanças no ambiente demográfico como o aumento da longevidade e propriamente no ambiente tecnológico, quando tratamos das novas tecnologias.
Ao discutirmos isso em sala, sempre peço para as pessoas se perguntarem por que o fetiche dos japoneses pelos robôs? Por que a insistência em criar um robô humanóide? Fazer um robô andar como um ser humano, ou seja, um bípede é muito complicado, não é mesmo? Então, por que tudo isso?
Na minha opinião, o Japão enfrenta um desafio enorme: A maior expectativa de vida de um país é a japonesa, cerca de 82 anos. Um país que apesar de pequeno possui uma população de mais de 120 milhões de habitantes. Se esta é a média, não é de se espantar que temos muitas pessoas acima dos 100 anos. Em função disso, teremos uma pressão muito grande na previdência social de países com este perfil, pois teremos cada vez mais pessoas aposentadas e menos pessoas na força de trabalho. Veja aqui uma previsão para o Brasil em 2035. Uma das soluções será aumentar a idade mínima para aposentadoria.
Teremos então um quadro onde uma mãe ou pai que teve seu filho aos 30 anos, quando chegar aos 100 anos, terá seu filho de 70 possivelmente trabalhando e sonhando com sua aposentadoria ainda não conquistada. Quem cuidará deste pai ou mãe. Na minha opinião serão estes robôs japoneses. Vejam este curta-documentário da Honda apresentado no Sundance Film Festival em 22 de janeiro deste ano. O que você acha disso tudo?
quinta-feira, 4 de março de 2010
Robôs como solução para longevidade
Postado por
Renato Jannuzzi Cecchettini
às
14:24
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1 comentários:
muito interessante
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